


É... Você.
Pra que eu inventei de me apaixonar? Eu sempre me machuco, parece que não aprendo ): Mas você realmente parecia ser o cara certo... Quando conversávamos, você dizia coisas fofas, você me mostrava o que era ser feliz... E sempre brincamos, fingíamos ter um caso... Nos divertíamos. Confesso que eu comecei a me apaixonar por ti antes, mas éramos amigos... Não podia deixar isso acontecer, eu não iria deixar que eu me apaixonasse de verdade por você. Eu não arriscaria nossa amizade assim. Ter você era precioso, não trocaria por nada.
E um dia você me diz que gosta de mim... De verdade.
Minha reação? Não lembro de já ter sentido tanta coisa junta ao mesmo tempo. Eu fiquei nervoso, envergonhado, alegre, inseguro, bobo... Apaixonado. E você começou a ser ainda mais fofo comigo. Como você era fofo comigo *-* Eu me sentia tão bem quando olhava o visor do celular e tinha uma mensagem sua aguardado pra ser lida. E não importa o que estava escrito, eu ganhava meu dia. Eu tinha ciúmes quando comentava de algum amigo, mas sempre ficava bobo ao falar com você... Eu abria as imagens do celular pra ficar observando suas três fotos (que ainda estão lá) o tempo que me fosse permitido. Seu rosto... Ah, esse rosto ): Seu olhar divertido, seu sorriso envergonhado, seu queixo fino... Como me dava vontade de poder te tocar à distância! Lembra de quando te abracei e pela primeira vez eu inspirei seu perfume bem fundo? Você ficou tão sem graça, rs. Deu uma risadinha tímida e depois saiu para abraçar as outras pessoas. Estar contigo era tão reconfortante. Eu acreditava tanto na gente...
"Queria tanto sonhar contigo ):", eu disse, uma vez.
"Eu queria estar contigo, na verdade!".
Passei a virada do ano novo ao seu lado. Foi perfeito! Ou próximo disso. Não interessa se não estávamos muito juntos, seja por vergonha ou pela presença da sua amiga la, o que interessa é que eu estava contigo.
E então você ficou estranho.
Mal respondia minhas mensagens, não fazia questão de estar perto de mim... Estranhei, mas não levei muito a sério. Eu poderia estar te sufocando, quem saberia? E então a gente vai ao cinema... Só nós dois. E você olhava pra mim todo sem graça. Seria vergonha mesmo? O que você tava escondendo de mim? E por quê? Acabou o filme, descemos para irmos embora. Te abracei. "Senti muito a sua falta", eu disse no seu ouvido. Acho que ouvi um "Eu também" como resposta.
Mas você ainda estava estranho. E eu não entendia por quê. Então resolvi perguntar. Às vezes me pergunto se eu devia mesmo ter perguntado... Se seria diferente, se eu tivesse deixado isso pra lá. Mas eu nunca vou saber.
"Eu to estranho?"
"Pra mim parece."
"Podemos conversar sobre isso amanha?"
"Ok :x"
E eu passei a noite me preparando pro pior. Me torturando. Mas uma hora eu tive que dormir. Sonhei com você. Não lembro bem como foi, mas foi contigo. E eu acordei todo sorridente. Mas é claro, passou. Você estava online.
"lembra quando você disse que era pra eu te avisar caso alguma coisa mudasse? eu acho que eu confundi as coisas :xx eu confundi uma amizade muito forte com o que eu achei que tava sentindo ): me desculpa mesmo, eu não queria que isso acontecesse e pode acreditar que eu to mt mal com isso.. eu gosto muito de vc, muito mesmo, mas não desse jeito. falar isso assim pra vc tá me matando. eu achei que quando eu te visse essa coisa ia passar, mas não passou ): por favor não me odeie ):"
Quem dera se eu conseguisse te odiar.
Para você. Já faz mais de um ano que eu olhei pra você e pensei “Hm, é... poderíamos ter algo mais.” Mas jamais pensei que ia se tornar o que é hoje. Ou o que foi. Que eu chegaria a ter amar. Não conseguir te odiar não importa o que você fizesse. E não querer te esquecer. Sonhar com você quase todas as noites. Sonhos. Aproximavam-me mais de você do que a realidade me permitia. Talvez, graças aos meus sonhos, eu tenha conseguido continuar amando-te em silêncio por tanto tempo, apenas te observando de longe e sendo sua amiga, quando dentro de mim uma voz gritava em meu ouvido “Você o ama, não o deixe escapar assim. Faça alguma coisa!” eu fingia não ouvir essa voz e torcia para que as horas passassem rápido, para poder dormir e sonhar com quem eu não poderia estar. Ainda não acredito que demorei tanto a perceber o que eu realmente sentia por você, e quando eu realmente percebi, infelizmente, já era um pouco tarde. Mas isso nunca me impediu de continuar com você, de continuar tentando... mesmo que pouco. E disfarçando um pouco meus olhares em sua direção. Não que eu achasse errado amar você. Mas, eu tinha vergonha de ter percebido isso tão tarde. E de não ter aproveitado de verdade o que eu poderia. Não estou dizendo que não gostei do tempo que ficamos juntos. Eu gostei e muito. Eu viveria tudo de novo. Não estou dizendo que não te amei. Por que eu te amei. Eu só não tinha noção do quanto, mas hoje eu tenho. Hoje. E sim, valeu à pena cada abraço seu, cada carinho. Vão estar sempre guardados em mim, em uma parte do meu coração onde só você conseguiu tocar. Você me fez ter a certeza de algo que eu não tive com outros. A certeza do amor. E você foi o melhor de todos. Aconteceu tudo e você ainda era a pessoa que eu tinha conhecido e me apaixonado. Nunca mudou. Nunca mude. Amo você do jeito que você é com todas as suas implicâncias e os seus defeitos. Amo todos os seus defeitos. Te amo por inteiro. Estaria mentindo se não dissesse que torço para ficarmos juntos de novo, afinal, que tipo de pessoa apaixonada seria eu, se eu não torcesse para voltarmos? Mas eu respeito, na verdade. E se um não quer, dois não brigam. Somos jovens e ainda há muita coisa pra acontecer, tenho certeza que há algo preparado para nós dois, lá na frente. É... mas daqui um tempo, talvez dias, talvez meses... nós saberemos a resposta. E qual é a pergunta? Ficaremos juntos novamente? (*) *Ironias do Amor
13/11/2009
Sexta feira 13. Como uma sexta feira 13 consegue ser tão perfeita? Fácil. Quando se está com a pessoa certa. Faziam exatos 5 dias que eu havia te mandado uma carta dizendo que eu realmente gostava você. Você sabia.
Como grande maioria das sextas feiras eu não estava animada pra sair. Tanto que havia desmarcado uma ida ao shopping com as minhas amigas. Mas naquela manhã, faltando poucos minutos pro recreio, você comenta que hoje era o dia de estréia de “2012” no cinema. E animou a todos a ir assistir, nós 5. Depois de alguns minutos, descobrimos que duas pessoas não poderiam ir. Iriam viajar. Ok, somos 3.
Em casa eu só conseguia pensar que dentro de algumas horas eu iria te ver. Iria sentir aquele perfume. Eu estaria com você de novo. Conversamos um pouco pelo Orkut, à tarde, e você disse que viria me pegar aqui em casa. Meu coração disparou. Mas aceitei. Desliguei o computador sorrindo.
Eram quase 18hrs, e eu estava correndo contra o tempo para me arrumar. Com qual roupa eu iria? Nunca foi tão difícil escolher uma peça de roupa. Peguei um dos meus vestidos preferidos e quando estava pronta, ouço o som de um buzina em frente a minha casa. Você.
Sorrio. E desço as escadas com o olhar fixo em você e seus olhos acompanhando meus passos. Entro no carro, digo “Oi” e fico calada todo o percurso. Não há muito que dizer quando se está dentro de um carro. Principalmente quando a mãe do garoto que você mais gosta esta bem na sua frente. Assim que chegamos fomos logo comprar os ingressos e enfrentar aquela fila enorme que já estava se formando para entrar no cinema.
Ficamos na fila por alguns minutos e quando olho a fila onde se compravam os ingressos umas meninas da nossa turma acenavam para nós descontroladamente e faziam corações com as mãos. Morri de vergonha. Por que eu não sabia se você sentia o mesmo por mim, mas eu estava ali com você. E era isso que importava pra mim. A fila em que estávamos foi ficando cada vez maior e começaram a aparecer várias pessoas que conhecíamos. Um amigo meu parou bem atrás de nós. Gelei. Ele perguntou com quem estava e eu segurei o seu braço. Sinto que meu semblante de apaixonada ficou muito explícito e ele foi embora.
A fila começou a andar. E apareceu nossa amiga, a que iria ao cinema conosco. Mas assim que ela chegou os ingressos haviam acabado.
Então, somos apenas nós 2. Meu coração disparou. Seria... destino?
Mesmo assim entramos no cinema, na condição de que assim que o filme terminasse ligaríamos para ela e iríamos a algum lugar para lanchar. Sentamos e minutos depois você me pergunta “Quer pipoca?” respondo que sim e você desce as escadas para comprar, quando os trailers estavam pra começar você volta com uma pipoca enorme. Só para nós 2.
Eu o olhava de vez em quando... e eu achando que não havia como você se tornar mais bonito do que já era. As luzes da tela que iluminavam seu rosto o deixavam ainda mais lindo, ainda mais... meu. O som da sua risada. O brilho dos seus olhos. Era tudo ainda mais lindo no nosso ‘primeiro encontro’, mesmo que por acaso. Quando o filme terminou e estávamos indo em direção ao Bob’s, me lembrei de nossa amiga “Hum, vai ligar pra ela?” “Sim...”
Você ligou.
Ela não foi.
Havia muitas pessoas no Bob’s e enquanto estávamos na fila, encontrei as minhas amigas, aquelas que eu havia desmarcado de sair. Elas não o conheciam, não pessoalmente, e quando elas se tocaram de que você era hm... você. Elas me puxaram pra um cantinho e começaram a fazer perguntas. Perguntas nas quais as respostas eram “Não”. Voltei pra fila. Você pagou minhas batatinhas fritas.
Sentamos numa mesa próxima a porta. O silêncio entre nós me deixava desconfortável, por isso resolvi falar “Hum...” seus olhos se levantam e olharam nos meus. Meu coração bate de forma irregular. “Então, leu a minha carta?” “Sim.” Havia várias perguntas que eu gostaria de lhe fazer nesse momento “Já fazem 5 dias que você leu minha carta, por que não disse nada?” “O que está pensando?” “Você também gosta de mim do mesmo jeito que eu gosto de você?” “Você quer ficar comigo... pra sempre?” Mas ao invés disso, eu só disse: “E então...?” e você respondeu, com a voz mais doce que eu já havia escutado “Eu já sabia.” Entrei em estado de choque. Você deve ter notado por que explicou como soube. Eu já suspeitava que você soubesse, tanto que eu escrevi na carta sobre isso. Eu sorri, mesmo morrendo de vergonha. Silêncio outra vez. Isso tava me matando. Mas antes que eu pudesse começar a falar, você começou. “Não era só isso que era verdade na carta...” olhei pra você, encorajando-o a continuar “... Quando você escreveu que as meninas tinham dito pra você sobre...” você olhava pra baixo, parecia estar morrendo de vergonha. Mas naquele momento eu adoraria te olhar nos olhos. “... Elas estavam certas.” “Sobre...?” eu sabia sobre o que eu tinha escrito na carta. Mas eu não conseguia me lembrar, de nada. A única coisa que eu sabia naquele momento é que eu estava com você e eu tava amando isso “Eu gosto de você.”, você disse.
E o mundo parou.
E a única coisa que eu conseguia ouvir era o som de nossos corações batendo. O meu, em especial, batia rápido demais e parecia que ia saltar pra fora. Não me surpreenderia que você dissesse que conseguia ouvir meu coração batendo.
Eu não sabia o que dizer. Sério. Eu gostava de você, você gostava de mim. Aham. E agora?
Mais uma vez aquele silêncio moral voltou. E eu não sabia o que dizer... o que fazer. Eu deveria te beijar? Ou sair correndo dali? E agora? Como fica a nossa amizade? Era certo gostar tanto assim de um amigo? Muitas coisas passavam pela minha cabeça, mas eu amava você. Eu não sabia disso. Mas eu amava. Muito. Olhei pra você. Sorri. Você sorriu. Talvez o sorriso mais lindo de todos os que eu já vi. E então eu pensei “Por que não?” se não for agora... quando vai ser? Ok, se eu continuasse pensando, naquele dia que não ia ser. Então eu parei de pensar. Virei-me pra você e te beijei.
Talvez por ser tão... inacreditável, eu acabei rindo.
Sim, RINDO.
E deitei a minha cabeça sobre seu peito e fiquei ali, rindo e respirando seu ar. Meu ar. Seu coração batia tão rápido, que eu achei que ele estava pulando pra fora de seu peito. Fiquei feliz em saber que eu não era a única a me sentir assim. Você sentia. Você. E o som do seu coração fez com que eu olhasse pra você de novo, e assim nós nos beijamos outra vez. Dessa vez sem risos. Só... magia. E então andamos de mãos dadas no shopping. Andei tão devagar. Eu não queria que aquilo terminasse.
Você me levou em casa e quando chegamos em frente ao meu portão, eu estava saindo do carro... E você saiu também. Me deu um beijinho e disse “Boa noite” eu sorri, e disse o mesmo.
E sim, foi uma boa noite.
Hora de acordar?
O que você sentiu por mim? Você me amou? Você só gostou de mim? Ou você apenas fingiu tudo... só pra me deixar feliz? De verdade, eu não sei. Por que você nunca me disse. E não importa o que você tenha sentido, eu acho que eu não me importo. Não mais. A única coisa que eu sei é que eu realmente amava te amar. Ou amo te amar.
Eu tento te esquecer. Mas às vezes eu não quero. Por que o que eu senti amando você é exatamente o que eu quero sentir toda vez que eu amar alguém. Aquela alegria, aquela... vontade de estar com você. E todas as noites em que eu olhei para as estrelas na esperança de que você também estivesse olhando. Só para me sentir, um pouquinho mais, ligado a você. Como se eu precisasse... todas as noites de chuva seu perfume entra pela minha janela, e eu posso me sentir protegida de todos os trovões. Por que se eu fechar os olhos você estará ali.
E eu amo quando você está comigo, mesmo nos meus sonhos, você consegue ser a pessoa mais doce e mais companheira. A pessoa que mais me arranca sorrisos. E a única pessoa na qual eu quero ver sorrisos. Por que como eu já te disse, o Sol perde sua função quando você sorri. Você ilumina cada lugar que você vai com esse sorriso encantador que tem.
Tem dias em que eu não sei dizer se tudo o que a gente viveu foi um sonho ou se foi a vida real. Será que a vida real pode ser tão perfeita quanto foram aqueles dias? Será que os seus olhos sempre brilharam tanto assim? E se eu ainda estiver sonhando? E se quando eu acordar você estiver do meu lado, simplesmente, sussurrando meu nome e dizendo que me ama. Sonhos. Realizem-se, por favor!
Dê-me uma prova de que tudo isso não foi um sonho. Ou não me acorde.
7:16h
Era uma vez uma menina. Ok, eu. Eu não fiz muitas coisas importantes pra sociedade, ainda. Por que tenho apenas 16 anos. Mas sabe... eu poderia ter sido importante pra você, e eu nem sei ao certo se em algum momento você pensou em mim com a mesma intensidade que eu pensei em você. Já faz algum tempo que eu tenho que olhar dentro dos seus olhos tão profundos, que eu sempre me perco no seu olhar, e imaginar se um dia eles foram meus, assim como os meus foram totalmente seus. E sempre que você sorri pra mim, o meu coração dá umas cambalhotas. Eu me esqueço de respirar. Por que eu precisaria de ar quando eu estou olhando pra você? Não faz sentido. Assim como o amor não faz. Então ok. Como de costume era um dia normal, quer dizer, normal até as 7:16h. 7:15h: Normal. 7:16h: Você sorri. 7:16h – 7:19h: Meu coração ficou batendo de um jeito muito diferente. Será que foi errado meu coração dar mais algumas cambalhotas dentro do peito? Por que sempre que você passa meu coração insiste em ficar pulando de alegria, de uma forma desigual. Eu não ligo. Mas isso faz com que eu fique com um olhar muito apaixonado que às vezes não dá pra disfarçar. Gostaria de voltar no tempo. Onde os seus sorrisos eram pra mim. Não para fazer algo diferente, mas simplesmente para observar você sorrindo. E ouvir o som da sua risada. Como diz uma música dos Jonas Brothers: “Mas o seu sorriso ainda faz meu coração cantar outra triste música.” E é a verdade. Mesmo que essa música que o meu coração canta seja triste, eu persisto em continuar cantando. Eu sei que já faz muitos meses desde que tudo acabou que eu já devia olhar para você ver somente VOCÊ. E não a pessoa que poderia me abraçar, a que eu poderia dizer o quanto amo. Mas não consigo. Por que por mais que eu tente, você será sempre você. Eu vou ser sempre eu. E eu e você jamais seremos “nós” outra vez.
Higher Love
“Eu te amo” as palavras saíram em um som quase inaudível. Você não ouviu e eu não me importei. Você continuou falando. Seus olhos, tão profundos, tão misteriosos, bem na minha frente. Poderia olhá-los para sempre. Sua boca mexia, mas eu já não ouvia uma palavra do que você estava dizendo. Tudo a minha volta agora estava em câmera lenta. E a única coisa que eu queria naquele momento era poder estar nos seus braços. Mas não podia nem me atrever a chegar mais perto. Eu já estava perto o bastante para deixar qualquer pessoa desconfortável. Eu sabia disso, só não me importei. Para olhar dentro dos seus olhos eu precisava olhar pra cima, correr meus olhos pelo seu pescoço, sua boca e subi-los, enfim, a seus olhos.
O seu perfume que insistia em perfumar o ar a minha volta, agora estava em mim. Como eu iria conseguir voltar a estudar sabendo disso? O que eu to dizendo? Estudar vira uma coisa totalmente sem sentido toda vez que você passa pela porta daquela sala. É impossível prestar atenção em uma palavra do que o professor diz, quando tudo o que eu consigo ouvir é o som da sua respiração e do seu coração batendo. Olá, motivo das minhas notas baixas.
Em meio à aula, me pego pensando “E se você tivesse ouvido o que eu falei?” estremeço. O que você teria dito? “Hm... Legal.” “Ah, obrigado.” “Há, claro que ama.”...? Se você estiver lendo isso, por favor, fique calado ao invés de me responder algo assim. A verdade é que ninguém diz que ama uma pessoa sem querer ouvir em troca um “Eu também.” (isso você pode dizer!).
O que eu sinto não é mais o que eu senti pelos meninos bobos do ensino fundamental, não é mais aquela coisa idiota. Aquele platonismo sem razão. Aquela coisa incondicional de “amar” um garoto com quem você nunca falou e chorar por ele todas as tardes. Que bom que isso passou.
O que eu sinto é muito mais, do contrário ainda não escreveria esses textos para você. E toda vez que eu te visse não passaria um filminho da nossa história diante dos meus olhos.
“Não importa o quanto algo nos machuca, às vezes se livrar dele dói mais ainda.”
Lovebug... again
Sei que não vai mais fazer diferença pra você, mas tem coisas que eu preciso dizer.
Eu sinto sua falta. Sinto falta de olhar nos seus olhos e sorrir apaixonada. Sinto falta do seu sorriso e do som da sua risada junto a minha. Sinto falta dos seus braços me envolvendo e de desejar que nunca me soltasse e sinto falta de ouvir seu coração batendo junto ao meu.
Se eu pudesse voltar no tempo, eu faria a mesma coisa, só para poder me apaixonar por você outra vez. E sentir o que eu senti, de novo e de novo. Sentir meu coração pular só de ver você de longe, sorrir apenas por que você sorriu... Ao contrário do que muitas pessoas pensam o amor não é só decepção ou ilusão. É também alegria, paixão... E todos os outros sentimentos bons. Claro que nem tudo foi magia. Mas eu prefiro simplesmente apagar o que foi ruim e guardar apenas aquilo que foi bom. Todos os passeios, todos os sorrisos, todos os olhares. Desde o início, desde a primeira vez que eu te vi. É eu ainda lembro-me da primeira vez que eu te vi. E sempre que eu te vejo eu me lembro do garoto de óculos que eu encontrei no primeiro dia de aula. Ah! Os óculos, era a peça que me fazia pensar "Nossa, que menino fofo." sem nem ao menos ter falado com você.
Não faz mais sentido já que agora acabou, mas eu te amo e odeio não ter dito isso antes. Não que isso fosse impedir que terminássemos, mas pelo menos, você saberia. E não. Eu não posso te dizer isso agora, quando seus sorrisos podem ser pra outra pessoa, quando seus olhos, antes tão meus, agora podem ser de qualquer outra garota.
Sorte minha um dia ter encontrado você. Foi a prova de que não custa tentar, não custa amar alguém.
Amor. Que ótimo sentimento. Quando, claro, devidamente correspondido.
Gostaria de deixar claro, que ao contrário do que você pensa em nenhum momento você me decepcionou (exceto quando terminou comigo, óbvio) e mesmo se tivesse me decepcionado, acho que eu não teria me importado. Talvez por te amar demais. E amar cada defeito seu.
“Yes, I would have loved you... forever. Now, please go."
Se algum dia alguma menina te ver como eu te vejo, com certeza ela vai ser apaixonar por você. Só peço que não se esqueça nenhum segundo, que eu te amei.
Hello, Goodbye.
Amanheceu um dia lindo. Ensolarado. Acordei feliz. Fazia tempo que eu não acordava e sorria ao invés de dizer “Huh, Oi Marina”. Só sorri. Poderia jurar que aquele seria o melhor dia do ano. Engano meu. A manhã passou num piscar de olhos enquanto me divertia com minha irmã. Sorrisos e risadas inundavam o ambiente. Esperava que a tarde fosse o mesmo. Não foi.
13:00h. O sol estava forte. Em geral não gosto de sol, mas eu estava feliz. Então, não importava.
14:00h. Estava cantando. Há quanto tempo não cantava feliz? 3 meses?
15:00h. Te encontro em frente ao shopping.
Em meio a devaneios sobre como seu perfume me encanta, vamos a uma sorveteria. Fofo. Abri mão da minha dor de garganta para ter uma doce tarde com você. Doce? Até agora. Passava na TV o filme “Como se Fosse a Primeira Vez” amo esse filme, principalmente pelo fato de que ele tem que fazer ela se apaixonar por ele, de novo, todos os dias. E era mais ou menos o que acontecia comigo. Você sorria e eu te amava. Todos os dias. Que vontade eu tenho de arrancar seu sorriso e levá-lo comigo. Pra longe.
Comento sobre algo e você sorri. Precisa sorrir desse jeito? O jeito que faz com que me apaixone? Quase disse que te amava.
Andávamos em frente ao shopping quando você para de repente. Diz coisas que eu não queria ouvir. Coisas que eu não esperava ouvir. Acabou. Tudo. Como explico à minha alma que isto terminou? Olho para o chão enquanto você fala. Sujo. Poderia lavá-lo com as minhas lágrimas. Mas eu não choraria na sua frente. Só consigo dizer “Tá” e dou um sorrisinho, para tentar disfarçar tudo o que sinto. Quando a minha vontade é sair correndo.
Você entra em uma loja. Fico do lado de fora esperando. Ligo pro meu pai quase chorando. Ele se assusta com a minha voz, mas desconverso, digo que vou para a casa dele. Mas ele diz que não esta em casa, mas que a vovó está. Ótimo, vovó. Sei que ela não se importaria em assistir minhas lágrimas.
Você sai da loja e faz uma piadinha. Fingi que ri. Quando queria apenas te acertar com a cadeira do cafezinho ao lado. Ou chorar.
Vou andando pra casa do meu pai, onde minha avó está. Na esperança de que algum carro me atropelasse ou fosse assaltada, para dar motivo as minhas lágrimas e evitar perguntas.
“I'm dying without your love, begging to hear your voice tell me you love me too, because I would rather just be alone if I know that I can't have you.”
Can’t Have You, Jonas Brothers.
Chuva
Chuva. Não é só água caindo, é o céu chorando. Assim como eu. Dias chuvosos me entristecem. Sempre. Não só pelas lágrimas do céu, mas em geral por que lembra um dia que passei só com você. O último. Ah! Se eu soubesse que aquele seria o último. Não teria ido embora. Teria te abraçado com tanta força. Teria desejado ainda mais para que o dia nunca terminasse. Teria dito que o amava.
Chovia tanto que eu conseguia sentir meu coração molhar. Assim como meu rosto, dias depois. E você estava lindo, com aquele sorriso mágico que só você consegue dar. Aquele diferente de todos os outros sorrisos. O que ilumina. Aquele que me faz querer implorar para que volte comigo. Mesmo que eu nunca tenha nem pedido. Covarde.
Ainda fico, depois de tanto tempo, imaginando o motivo que o levou a terminar comigo. Será que eu não te tratei bem? Será que eu não era o que você esperava? Será que meu olhar perdeu o brilho pra você? Será que o som da minha risada passou a ser irritante? Será que o meu perfume agora te enoja? Será? Será? Talvez eu nunca saiba.
Mas em meus sonhos quando o pergunto por que terminamos, você responde: “Por que te amei demais”.
Odeio
Te odeio. Odeio o jeito que você me olha, que sorri pra mim. Odeio a forma que você me faz sentir, que me faz sorrir. Odeio seu toque na minha pele, o toque dos seus lábios. Odeio seu perfume por fazer-me delirar. Odeio o som da sua voz, e a melodia de sua risada. Odeio o jeito que você anda e o jeito que você corre até mim. Odeio suas mãos e odeio desejá-las nas minhas. Odeio seu cabelo e o impulso que sempre tenho de passar as mãos nele.
Odeio seus braços e odeio sentir a necessidade de estar neles sempre. Odeio a vontade incontrolável de te olhar. Odeio querer sentir seu toque em minha pele. Odeio a falta que você faz. Odeio o seu sorriso. Odeio rir quando você diz algo engraçado. Odeio quando você está triste. Odeio saber que não foi pra sempre. Odeio saber que acabou. Odeio não conseguir odiar você. Odeio amar você.
Odeio saber que tudo isso é mentira.
Te amo. Odeio saber disso.
Magia
Dia 13. Meu aniversário. Será que eu não podia ter nascido outro dia? Dia 13. Fariam 5 meses.
Acordo. 16 anos. Cadê a magia? Volto a fechar os olhos, talvez se eu abrir outra vez a magia aconteça. Abro. Nada. Desisto.
Chego na escola. Vários abraços, sorrisos e "Parabéns..." me rodeiam. Fico feliz, mesmo que não aja a magia que todos diziam que aconteceria aos 16 anos. Finalmente, o tumulto termina. Posso conversar com os meus amigos. Em meio a piadas e sorrisos, a porta da sala se abre e eu não preciso me virar para ver quem é. O perfume mais hipnotizador impregna o ar. Você. Não me atrevo a olhá-lo. E se você não se lembrou do meu aniversário? Depois de meses, esse foi o momento em que eu não sabia o que fazer. Eu olho pra você? Sorrio? Sim? Não? Eu não tinha ideia. Pânico. Você esta vindo em minha direção. Você sorri. O sorriso que eu poderia olhar pra sempre. Fico sem ar. Seu sorriso iluminou o ambiente. Iluminou meu dia. Quem precisa do Sol quando se pode olhar um sorriso desses todos os dias? E sem nem um "Oi", você diz "Parabéns...", foi como uma canção. Se você disse algo mais, eu não consegui ouvir. Você estava abrindo os braços ia me abraçar. Não pensei duas vezes antes de cair em seus braços. Seus braços me envolvem. Magia. Finalmente.
Se eu pudesse parar o tempo, pararia ali. Se eu tivesse que escolher um momento para se repetir todos os dias, escolheria esse. Não sei quanto tempo durou esse abraço. Talvez o tempo tenha realmente parado. Eu poderia ter ficado daquele jeito pra sempre.
A única coisa que consigo dizer é "Obrigada.", se o dia estivesse acabado ali, não teria problema.
Unlove You
Primeiro a escuridão. Depois uma luz, vindo de uma tela. Estou no cinema. Olho ao redor não estou sozinha, muito pelo contrário, estou com a única pessoa que eu mais queria estar naquele momento. Seu perfume impregna o ambiente, e é o único cheiro no qual eu consigo sentir. A luz da tela ilumina seu rosto, atrevo-me a olhar para o lado e ver como seu rosto está. Lindo. Poderia olhá-lo para sempre. Algo me faz reparar que não estamos sozinhos, há uma terceira pessoa conosco. Volto a assistir o filme, aparece uma cena de amor. Lindas palavras. Aquelas que você nunca me dirá. Olhando a tela do cinema meu pensamento vai longe, me imagino com você. Sem perceber, olho para baixo, surge uma lágrima no canto dos meus olhos, reluto para que ela não caia. Ela cai. Fraca.
O medo de que você assista minhas lágrimas caindo cresce, me levanto dali e saio da sala de cinema. Paro no corredor e me sento ali mesmo, no chão. Choro. Ouço passos atrás de mim, não me atrevo a virar pra ver quem é, a pessoa se senta ao meu lado. O perfume impregna o ambiente outra vez. Você. "O que houve?", pergunta, suas palavras foram tão doces, mas me atingiram como facas no peito. E era exatamente a única pergunta que eu não queria responder naquele momento. Seus olhos me fitavam, era como se lessem minha mente. Você sabia a resposta, mas deixaria que eu a respondesse. "Eu não consigo não amar você. Por mais que eu tente, eu sempre volto a te amar." você me abraçou. E eu pedi em silencio para que nunca mais me soltasse. Voltei a chorar em seus braços. Você pede docemente para que eu vá lavar o rosto, me levanto "Vá assistir o filme.", peço. Mas por dentro grito para que fique.
Você vai, e ficam a minha dor e o seu perfume.